“Estado social de mercado livre”?

The Free-Market Welfare State: Preserving dynamism in a volatile world, por Samuel Hammond, publicado pela Niskaneen Center – um artigo (que depois remete para outro mais aprofundado) argumentando que as economias mais liberais tendem a ser também as com mais políticas de redistribuição do rendimento. Diga-se que eu acho que o autor faz um pouco de batota, já que ele mede o grau de “mercado livre” pegando no “Índice de Liberdade Económica” da Heritage Fundation e depois excluindo do índice as partes que têm a ver com o tamanho da despesa pública (ou seja, ele não conta a despesa pública – e suponho que impostos – como reduzindo a liberdade económica).

Assim, o autor define 4 tipos de modelo económico: “estado social de mercado livre” (ex. Dinamarca, Irlanda), com muita redistribuição e muita liberdade económica; “anti-governo” (ex. EUA), com pouca redistribuição e muita liberdade económica; “populismo reacionário” (ex. Grécia, Hungria), com pouca redistribuição e pouca liberdade económica; e “pro-governo” (ex., França, Eslovénia), com muita redistribuição e pouca liberdade económica.

Mesmo não concordando com a terminologia que ele utiliza, as conclusão são similares a algumas outras coisas que já li e também a umas contas que estive a fazer há uns tempos e a uns posts que escrevi a partir disso: Procurando as instituições inclusivas e extrativas na prática (I) e (III), e Cultura, tecnologia e instituições – uma hipótese.

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