A divisão na esquerda latino-americana

As últimas eleições presidenciais no Equador e regionais e locais na Bolívia mostraram um divisão que há algum tempo se vem a desenhar na esquerda latino-americana: por um lado uma esquerda nacionalista e “desenvolvimentista”, e por outro os movimentos “indigenistas” (como escrevo aqui, uma variante do que há uns 40 anos atrás, diria-se que era um embate entre a “velha esquerda” e a “nova esquerda” ).

No Equador, pode-se dizer que a direita ganhou porque, na segunda volta, o Movimento Pachakutik (cujo candidato, Yaku Peréz, ficou em terceiro lugar, a uma unha negra de passar à segunda volta) apelou ao voto nulo (em vez de no candidato da esquerda), e grande parte dos eleitores de Perez terão mesmo votado no candidato da direita.

[Compare-se, aliás, os resultados geográficos da primeira volta e da segunda:

Fonte: wikipedia]

Ainda sobre as divisões na esquerda e nos movimentos indígenas do Equador, maas dois artigos: The Divided Left in Ecuador, por Pablo Peralta, na Dissent; e La dirigencia indígena ha transitado por la derecha, la izquierda y el correísmo.

Já quanto à Bolívia, as ultimas eleições locais e regionais, se no geral o partido mais votado foi o MAS, Movimento para o Socialismo, do ex-presidente Morales, em vários sítios houve vitórias de candidatos dissidentes do MAS (frequentemente ligados aos movimentos sociais locais), como o Jallalla e o Movimento Terceiro Sistema.

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