A fragilidade do liberalismo anti-“teoria crítica”

Os liberais que acham que o grande perigo para a liberdade é a “teoria critica” (ver, p.ex., este artigo de Teresa Roque no Observador) ficam com uma bota difícil de descalçar – ao dizer isso, estão implicitamente a dizer que o clima social e cultural, e não apenas as leis formais, podem por em perigo a liberdade (veja-se o exemplo que dá, da tradutora, em que ninguém a impediu explicitamente de traduzir o livro, mas a pressão social fez isso).

Mas, ao dizer isso (que a liberdade individual pode ser limitada pelas convenções sociais e culturais e não apenas pelo Estado) acabam, por vias travessas, exatamente por concordar com a “teoria critica”, a “escola de Frankfurt” e afins (que andam há decadas a dizer o mesmo).

Ver também os meus posts Liberdade de expressão, estado e sociedade, Liberalismo “thin” e “thick” e o “politicamente correto” e o recentíssimo Os anti-wokes e os wokes (bem, este não é bem “meu”, mas enfim..),  e também Politics Against Politics do Roderick T. Long (e, já agora, o item 6.6 What are Frankfurt School Neopaleoconservatives? do Conservatism FAQ, publicado por Jim Kalb).

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